Pontos turísticos de Jericoacoara (CE) descritos detalhadamente

Jeri é um paraíso cheio de pedacinhos, com cenários diferentes. Lagoas de água cristalina, praias com e sem ondas, dunas, mangues, rochas esculpidas pela natureza, céu excelente para apreciação a olho nu, restaurantes para todos os gostos, estilos e bolsos, feirinhas, artesanato… o que mais você quer?

A primeira coisa que você precisa saber é localizar a distância entre os pontos turísticos da vila de Jericoacoara. Isso porque tem coisas que você pode fazer apé e ninguém te conta. Então, se liga no mapa:

Tem alguns pontos muito explorados pelo turismo local que são próximos da vila. Fora que a vila é muito pequenininha, e algumas coisas dá para fazer apé, como por exemplo, subir até a Duna do Pôr do Sol, mas é um trecho super oferecido pelos bugueiros e demais guias, para você pagar o que pode ser grátis.

Por esse motivo resolvi colocar a descrição de cada local, com suas respectivas distâncias, considerando a vila de Jeri o ponto inicial de medida. Clique no ponto turístico que deseja conhecer:

Você tem a opção de visitar alguns pontos separadamente, mas talvez valha mais a pena pagar o os passeios completos para o lado leste e ou lado oeste. Depois de descrever os pontos turísticos,  ponto a ponto, contei no final do artigo sobre os passeios completos.

  Conheça, ponto a ponto

Vila de Jericoacoara

ponto central
A vila em si já é um excelente cenário para passear. Ir a Jeri é adquirir um estado de espírito! Então, relaxe, ande por aí de chinelo, sinta a areia nos pés, deixe o sol tocar seu corpo… calma. Não esqueça de carimbar sua presença na Igreja de Pedra (matriz) em poucos minutos você consegue caminhar pela vila inteira. Aproveite para fazer notas mentais sobre os locais que te apetecerem para uma bebida nos demais dias em que estiver por ali.

E não se preocupe com a infra-estrutura, pois Jeri dispõe de uma enorme gama de serviços que vão desde massoterapia até aulas de windsurf. Quanto aos produtos, você encontra marcas famosas de grandes empresas e também produções locais de sapatos, roupas, biquínis, acessórios, artesanatos, objetos de decoração…

Para noite, um jantar e pitstop num barzinho ou na praça. Passeie por ali e procure sua turma. Algumas barraquinhas de comidas e bebidas tomam conta da Rua Principal – experimente as caipirinhas diferentes. A praia também reúne uma galera para roda de capoeira, samba e outros motivos legais para um agrupamento! E para quem gosta de dançar ou quer se divertir num excelente programa cearense vá ao Restaurante Dona Amélia (quartas e sábados) ou ao Maloca (terças e quintas). Chegue cedo para curtir, pois tem lotação máxima.

Praia de Jericoacoara

300 m. do centro*
Também conhecida como praia Principal, está sempre movimentada. Tem ambulantes (poucos), restaurantes e hotéis/pousadas de frente para seu mar. Grande e espaçosa faixa de areia, limitada entre a Duna do Pôr do sol e o Morro do Serrote.

Atrai praticantes de kitesurf e windsurf, assim como ocorre nas lagoas da região.

Praia da Malhada

1 km. do centro, lado oeste*
Abaixo do Morro do Serrote, com mais ondas do que a praia Principal, convida os surfistas de plantão. Entre as rochas formam-se piscinas naturais na maré baixa, que rendem fotos incríveis! Os mais famosos são o Poço das Princesas, o Aquário de Peixes (pocinho em formato de peixe, que abriga alguns peixinhos), a Caverna do Morcego e o Farol, mas há outras formações rochosas interessantes (Pedra do Jacaré, Sofá da Sereia, …). Explore!

  • Pedra do Frade

Uma rocha grande, encravada na areia da Praia Malhada. Esse nome é porque o formato da pedra lembra o perfil de uma pessoa… Para mim, vale aproveitar a sombra 🙂

  • Poço da Princesa

Mais uma bela surpresa da Praia Malhada. A água do mar fica empoçada na pedra, e você pode ficar ali relaxando e curtindo essa piscininha natural, na praia que não é tão  movimentada quanto a praia de Jeri. Atenção às marés antes de andar até lá, hein?!

  • Poço Ananias

Outra piscininha natural, bem próxima do poço da Princesa.

  • Caverna do Morcego

Na verdade é uma gruta, mas vale a pena ir para brincar com uma sessãozinha de fotos.

Pedra Furada

2 km. do centro, lado oeste*
Formação rochosa com aparência de ponte, é um dos cartões postais do Ceará. Fica localizada na Praia das Conchas e a caminhada até lá apresenta cenários diversos e estonteantes. Vale a pena!

Todos os dias um guia sai da vila, na Rua do Forró, orientando o caminho dos turistas para a chegada na Pedra Furada para ver o pôr do sol. A caminhada dura em torno de 40 minutos. Leve água, proteja-se do sol. O grupo anda bem devagar e você vai conseguir acompanhar com paciência 🙂

Se você quer ir sozinho, mesmo, para evitar um grupo grande em suas fotos, o acesso pode ser feito pela praia de Jeri, beirando o mar, somente com maré baixa. Por esse caminho, você passa pela Praia Malhada e ainda pode parar nas piscina naturais. Na maré alta, vá por cima do Morro do Serrote: siga até o final da Rua do Forró e entre na trilha.

Agora, se você está cansado (a) e não quer andar, alugue um bugre, um quadriciclo ou vá a cavalo, que te levará até o ponto onde você desce por uma pequena trilha em direção à Praia.

Árvore da Preguiça

6 km. do centro, lado oeste*
A força dos ventos nordestinos acabou por esculpir o cenário natural. Localizada na Praia do Preá, essa árvore impera no lugar, atraindo milhares de turistas ali apenas para tirar uma foto dela. Antigamente era permitido sentar na árvore para a pose perfeita da preguiça: uma parte do galho tinha formato de bacia e os turistas simulavam uma cochilada; mas agora, para preservá-la, está proibido.

Como disse, essa praia não é muito habitada. A visita vale apenas pela árvore, portanto, quando estiver a caminho das lagoas Azul e Paraíso peça ao guia uma parada para conhecer e tirar uma foto.

Praia do Preá

12 km. do centro, lado oeste*
É uma vila de pescadores. Tem muitos moradores do Preá que trabalham em Jeri, e tem uma estrada que liga as duas vilas. Os produtos que chegam em Jeri (bebidas, produtos de limpeza, etc) vêm por essa estrada, para evitar o caminho tradicional (por onde os turistas chegam) com carga pesada pelas dunas de areia.

Lagoa Azul

15 km. do centro, lado leste (18 km, passando pelo Preá)*
Essa lagoa era a mais famosa, mas hoje está seca e não se fazem mais passeios para lá (a não ser que você seja teimoso e queira crer para ver). A vizinha lagoa do Paraíso é bem maior e apresenta uma infra-estrutura de restaurantes que te permitem ficar por ali o dia inteiro. O impeditivo é o vento. Depois das 14h o vento fica muito forte (principalmente no inverno) e é hora de dar tchau. Minha dica é ir direto para a lagoa do Paraíso, mas informe-se com algum guia de lá na hora de fecha o passeio.

Lagoa do Paraíso

15 km. do centro, lado leste*
As famosas redes dentro d’água? Essa é a lagoa mais procurada (principalmente depois que a lagoa Azul secou). Tem vários restaurantes, e eu sugiro que converse com o guia que contratar sobre sua proposta de dia feliz. Eu fiquei no Restaurante Esperança, com comida boa e bebida mais barata! Além disso, tinha aluguel de stand-up padle por R$10**/30min.

Outra dica importante é que essa lagoa faz parte do passeio pelo lado leste, mas talvez seja vantagem perguntar para os motoristas dos carros 4×4 se algum passará por lá. Você pode conseguir transporte bem mais barato (paguei 15 reais).

O maior dos empreendimentos da lagoa é o The Alchymist Beach Club, que tem até eventos noturnos e coisa e tal, é o mais cheio e caro. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) já emitiu algumas multas por construções irregulares, mas há discussões polêmicas sobre interpretação da lei. De qualquer forma, é bom saber que tem gente preocupada com o impacto ambiental provocado pelo turismo.

Delta do Rio Guriú

23 km. do centro, lado oeste*
Pequena vila de pescadores, representa o limite oeste do Parque Nacional de Jericoacoara. Os carros param num estacionamento de frente para o rio e a galera embarca para um passeio rio adentro com o objetivo de ver cavalos-marinhos, pago a parte (R$10**). Se quiserem mergulhar ali, pode. Mas eu não indico se for continuar a passear (por exemplo, no passeio do lado oeste, que dura 4 horas) para não enfrentar o sol com o corpo cheio de sal –a água é salobra).

Dependendo da maré você pode atravessar o rio com balsa, ou dar a volta por terra firme, mesmo (informe-se,  por lá quase tudo depende da maré).

Mangue Seco

24 km. do centro, lado oeste*
Poderia passar o dia ali, se pudesse. O cenário é muito bonito, com vegetação de mangue e visual de praia. Tem diversas barracas que oferecem comida e bebida boas. Peça uma água de coco, tire umas fotos no balanço, deite na rede e relaxe por alguns minutos.

 

 

 

 

Esse lugar está incluído no passeio pelo lado oeste. Como existe um cronograma a seguir, os guias ficam de apressando para subir no bugre e conhecer novos pedacinhos do céu 🙂

Tatajuba

25 km. do centro, lado oeste*
Na verdade chamam essa vila de Nova Tatajuba, porque a original foi enterrada pelas dunas móveis. Isso mesmo que você entendeu. Os moradores mais antigos contam histórias que impressionam, de que iam dormir em seus quartos e acordavam cobertos de areia, que era impossível mastigar algo livre dos grãos de areia, que varrer a casa parecia uma missão impossível, areia, areia, areia…até que a duna finalmente tomou o lugar da vila e a população foi obrigada a se mudar.

Hoje há algumas ruínas que foram transformadas em pontos turísticos. Mas o mais legal é ouvir as histórias 🙂 Dona Delmira é uma senhorinha que viu tudo acontecer e mantém viva a história da vila; ela tem uma vendinha que atendia aos transeuntes, mas ficou famosa por dedicar seu tempo na contação de histórias. Hoje a vendinha dela faz parte do passeio pelo lado oeste e ela repete as mesmas coisas o dia inteiro, feito um rádio.

Duna do Funil

34 km. do centro, lado oeste*
Grande Duna onde é possível praticar skibunda (esporte famoso do nordeste). O pessoal montou uma pequena estrutura com umas pranchas de madeira e cordas para o pessoal sentar na prancha e descer escorregando pela duna para cair na lagoa empoçada entre as dunas da região. Cobram o valor de R$10** para descer quantas vezes quiser. Ainda tem a opção de, depois de escorregar, subir  aduna de quadriciclo por adicionais R$5**

Depois de escorregar pela duna você cai na água. Emocionante, divertido e refrescante!

Lagoa Torta

35 km. do centro, lado oeste*
Fica bem próxima à Duna do Funil. A lagoa é muito grande, a água um pouco turva, tem aquelas redinhas típicas dentro d’água e umas escoras de madeira (iguais as da lagoa do Paraíso) que usei para relaxar. 

Ótimo ponto para almoçar bem, pratos bonitos e baratos! Pedi um suco de cupuaçu e o cardápio. De repente vem o garçom com uma bandeja com peixes e  lagostas. “Aqui, os pescados do dia para vocês escolherem”. O valor dos pescados variam de acordo com o tamanho. Pagamos R$80 o almoço completo para duas pessoas.

Reparem na foto ao lado, que a lagoa invade o restaurante. Insistimos em ficar por ali para ter os pés acarinhados pela água enquanto comíamos. 

Não dá vontade de ir embora, mas o vento da tarde (característica do local) vem nos expulsar e é hora de retornar.  Além do vento a maré varia muito por ali, a ponto de o nível da água chegar na altura da mesa (vide foto ao lado). Por essas e outras que o passeio tem que começar cedo.

 

 

 

 

 

 

  Passeio para o lado leste

Por incluir a Lagoa do Paraíso e a Árvore da Preguiça esse passeio é o mais famoso. Com duração de aproximadamente 4 horas, você pode conhecer a Pedra Furada, a Árvore da Preguiça, a Praia do Preá, a Lagoa Azul e a Lagoa do Paraíso. O caminho é feito pelas dunas.

Lembrando que a Lagoa Azul está seca. Assim como a Lagoa do Coração foi retirada desse passeio, acredito que acontecerá o mesmo com a Lagoa Azul. Informe-se por lá se vale a pena pagar esse passeio ou transporte independente e separado para cada uma dos pontos turísticos que mais lhe interesse.

  Passeio para o lado oeste

Esse roteiro certamente é o mais legal, mas não é o mais procurado. A duração é de 6 horas e você se aventura no sobe-e-desce das dunas. Diversão garantida.

Primeiro passa pelo Mangue Seco, com parada para o passeio adicional pelo rio para ver os cavalos-marinhos (R$10**). Depois, você e seu veículo (bugre ou quadriciclo) atravessam o rio Guriú numa balsa sentido Velha Tatajuba. O outro lado da margem te coloca dentro de uma vegetação típica de mangue. Há uma parada por ali para comer algo (é barato) e beber uma água de coco. Saindo dali, segue para a Duna do Funil, para praticar esquibunda e sandboard (opcional, valor R$10** para descer 3 vezes) e, finalizando, a Lagoa da Torta.

*Distâncias aproximadas

**Lembrem-se que os preços podem variar

  • Cadu Corrêa

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